Comando VermelhoTerceiro Comando Puro

Chefões do tráfico (TCP e CV) presos tinham redes de proteção na polícia, aponta Justiça

Dois chefes do tráfico, de facções criminosas diferentes, tinham redes de proteção formada por agentes de segurança pública, segundo relatórios da Justiça do Rio.

Um destes bandidos é Marcelo dos Santos das Dores, o Menor P, preso desde 2014, e durante anos chefe das favelas do Terceiro Comando Puro (TCP) no Complexo da Maré, na Zona Norte da capital. Segundo o documento da Justiça ‘policiais também estavam envolvidos nas atividades criminosas’.

Consta no relatório que, mesmo preso, Menor P ainda exerceria grande influência no Complexo da Maré, coordenando as atividades criminosas por meio de comparsas e utilizando sua companheira para divulgação de suas ordens de dentro das unidades prisionais. como também para ocultar dinheiro, armas e drogas de sua quadrilha.

O relatório sobre Menor P pode ser conferido neste link: http://www1.tjrj.jus.br/gedcacheweb/default.aspx?UZIP=1&GEDID=0004464B9E158E57F2930FE4B7B2549A24C7C50A095F1748&USER=

Outro chefe do tráfico que contava com a ajuda de agentes da lei, segundo a Justiça, era Leonardo Carlos da Silva, o Léo da Kelson.

De acordo com a Justiça, mesmo preso, ele comandou uma rede criminosa ligada ao tráfico de armas e drogas, que teria a participação de agentes de segurança pública, entre outras lideranças do Comando Vermelho (CV).

Por conta desta suspeita, Léo da Kelson chegou a ser transferido em 2016 para um presídio federal de segurança máxima mas, no ano seguinte, retornou a uma cadeia fluminense.

Segundo o relatório, de dentro da cela, ele deu dando ordens do interior da unidade prisional para que seus comparsas extramuros atacassem a facção rival “Terceiro Comando Puro (TCP)”, que vinha investindo em pontos de comercialização de drogas localizado em uma das áreas de atuação onde Léo exerce influência (Favela da Kelson – Conjunto Marcílio Dias), provocando, em razão da disputa armada, pânico entre os moradores da localidade, além de ferimentos em alguns deles.

O documento com denúncias sobre Léo da Kelson pode ser acessado neste link: http://www1.tjrj.jus.br/gedcacheweb/default.aspx?UZIP=1&GEDID=00048D9745152063413FD7DC0A5ED9AACCA8C5070D541903&USER=

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