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Testemunha foi agredida e ameaçada por milicianos em Magé

Uma testemunha relatou à Justiça ter sido ameaçada e agredida por milicianos em Magé.


A mulher disse que foi ameaçada e agredida pela esposa de um dos paramilitares e que um outro integrante da quadrilha lhe mostrou uma arma de fogo.


Por conta disso, a Justiça reconsiderou sua decisão de indeferir a prisão preventiva do miliciano e a decretou novamente como forma de dar tranquilidade a testemunha na hora de prestar seu depoimento.. Ele permanece foragido.  


A denúncia oferecida contra milicianos de Magé envolve 16 suspeitos. Eles integram grupo chamado Família Suruí, atuando nas localidades de Suruí e Praia de Mauá.


As investigações corroboraram os fatos informados por populares e notícias anônimas, restando constatado que os denunciados integram uma milícia que possui dimensões consideráveis, atuando de forma setorizada, e instalando verdadeiro regime de terror em alguns bairros do município de Magé, arvorando-se em poder paralelo ao Estado. 


Dos elementos de prova colhidos no decorrer do procedimento investigatório, restou comprovado que o grupo criminoso atuava nas referidas localidades, praticando diversas atividades ilícitas, notadamente a exigência do pagamento de ´taxa de segurança´ por comerciantes locais, a comercialização de cestas básicas, o exercício do monopólio de venda de gás de cozinha aos moradores, além da imposição de serviço clandestino de TV a cabo, inerentes ao atuar criminoso das milícias. 


Além disso, o bando também se dedicava à prática de outros delitos, tais como o contrabando de cigarros, furto de combustível de dutos da Petrobrás, prostituição, agiotagem, sendo certo ainda que vários de seus integrantes figuram como autores de homicídios ocorridos na região, com o intuito de ´manter a ordem´ e impor seu domínio territorial.  

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