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Testemunha ocular de crime cometido pela milícia afirmou que foi ameaçada a mudar seu depoimento

A testemunha ocular de um assassinato cometido por milicianos que atuam na comunidade Gardênia Azul, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, afirmou ter sido intimidada e ameaçada por paramilitares a mudar seu depoimento. Ela mesmo disse que não queria depôr se algum dos suspeitos estivesse presente.

O crime ocorreu em 2018 e vitimou o policial militar Renato Alves da Conceição. O homicídio teria sido motivado por vingança de um grupo de milicianos que atua no local, já que o agente teria se recusado a pagar taxas cobradas pelos paramilitares com relação ao serviço de distribuição de cestas básicas no interior do bairro.

Em decisão de julho passado, a Justiça determinou que três suspeitos do crime fossem a Júri Popular.

De acordo com relatos desta testemunha, os suspeitos do crime teriam arrancado câmeras de segurança no estabelecimento “Bar do Camaleão, onde ocorreu o assassinato” e ameaçado todas as pessoas que presenciaram o fato ‘ninguém viu nada’, teriam dito os criminosos. Segundo ela, todos estão aterrorizados até agora.

A testemunha relatou ainda que em momento nenhum os bandidos esconderam o rosto e contou que os milicianos ligaram diversas vezes para o policial militar comparecer ao local onde foi assassinado e ainda teve pertences roubados.

Os três acusados que irão a Júri Popular negaram todas as acusações.

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