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Testemunha relata ameaças de morte feita por milicianos em Nova Iguaçu. ‘Disse que me matava no shopping, na praia, no parque e em qualquer lugar’

O dono de um sítio  no bairro da Cerâmica, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, relatou à Justiça ameaças de morte proferidas por milicianos que queriam usar sua propriedade como local de desmanche de carros roubados. Ele disse que os criminosos já tentaram lhe matar várias vezes. 

A testemunha não concordou que o grupo paramilitar usasse o espaço para crimes. Os bandidos concordaram e, um deles, no entanto, passou a considerá-lo X9 e fazer ameaças. 

Por causa da pressão, passou a andar de carro blindado. ‘

Um miliciano me falou que  não adiantava andar de carro blindado porque se fosse para pegá-lo ele me furava de fuzil’, contou o homem em depoimento.

Em outro relato, a testemunha falou: ‘Ele disse que  me mataria ali no shopping, na praia, no parque ou estando em qualquer lugar’

A testemunha contou que os milicianos tentaram lhe matar várias vezes e acabou indo embora do local e alugou o sítio mas mantém negócios na cidade, onde possui uma loja.  

Contou ainda que os milicianos chegaram a assaltar o sítio e que amarraram uma criança na ocasião. 

O depoimento, no entanto, não foi suficiente para a condenação dos suspeitos, que acabaram absolvidos pela Justiça em março deste ano.

‘para a condenação de um indivíduo por um crime que impõe sanção privativa de liberdade, é imprescindível haver lastro probatório judicial suficiente para comprovar tanto a materialidade quanto a autoria do delito. Entretanto, tem-se que, ao fim da instrução processual, não se divisam elementos de prova judicializados suficientes que indiquem a formação preordenada de uma entidade criminosa autônoma, estável, hierarquizada, organizada, com características empresariais e permanente para o cometimento de ilícitos dotada, ainda, de desígnios próprios’, argumentou a Justiça.

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