Casos de PolíciainvestigaçãoPMRJ

Testemunhas que acusaram PMs de quatro mortes no Vidigal estão com medo dos suspeitos. Policiais alegaram legítima defesa e alteraram cena do crime

          Testemunhas do caso das quatro mortes ocorridas em janeiro deste ano no Morro do Vidigal que acusaram quatro PMs estão com medo dos investigados e a Justiça decidiu preservar suas qualificações em apenso sigiloso. A vítima que sobreviveu a ação também está com receio. 

A Justiça, que decretou a prisão preventiva dos quatro militares ontem, rechaçou a hipótese de legítima defesa apresentada pelos policiais, que não havia nenhuma agressão injusta contra policiais ou terceiros, e que a ação violenta foi imoderada e desnecessária. 

Segundo os autos do processo, após os fatos, os réus rapidamente teriam modificado o local do crime, retirando os cadáveres do local onde aconteceram as mortes. 

Os suspeitos que tiveram as prisões decretadas são Pedro Jeremias Lemos Pinheiro, Victor Barcelleiro Batista, Ricardo Moraes Mattos e Rafael Nascimento Rosa. 

 De acordo com a denúncia em 16/01/2020, por volta das 17h, na Comunidade do Morro do Vidigal, os policiais militares em serviço agindo com dolo de matar, teriam efetuado disparos de arma de fogo contra as vítimas Marcos Guimarães da Silva, Ivanildo Moura de Souza, Cláudio Henrique do Nascimento Oliveira e Douglas Rafael Barros Assunção atingindo-lhes e causando-lhes as lesões que foram a causa eficiente e suficiente de suas mortes, 

Nas mesmas circunstâncias de tempo e local, os  suspeitos teriam efetuado disparos de arma de fogo contra a vítima E.S.A.S sem, contudo, atingi-la.

A vítima E teria conseguido fugir e assim sair do alcance dos acusados.   

Os réus suspeitavam que as vítimas fossem traficantes da localidade do Morro do Vidigal e, estrategicamente posicionados e escondidos no alto de um imóvel situado na localidade, teriam atingido os ofendidos com diversos disparos efetuados de cima para baixo. 

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