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Toni Angelo está sendo acusado de mandar sequestrar jovens, espancar, matar e sumir com os cadáveres. Corpos não foram achados até hoje

O antigo chefe da milícia Liga da Justiça Toni Angelo Souza Aguiar, que está preso desde 2013, está sendo acusado de um homicídio de dois rapazes, que teriam sido espancados, mortos e ocultados seus cadáveres. Tudo porque já moraram na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio e que os paramilitares acreditavam que eles tinham ligação com o tráfico de drogas.


Segundo os autos ,quanto aos crimes dolosos contra a vida, a materialidade restou devidamente comprovada pelos depoimentos prestados pelas testemunhas, bem como pelos elementos informativos juntados aos autos.

Necessário consignar que, ainda que não localizados os corpos das duas vítimas, vestígios do delito, a materialidade do homicídio pode ser idoneamente comprovada por prova testemunhal, Os indícios de autoria dos crimes de homicídio estão demonstrados, em especial, pelo depoimento do irmão de uma das vitimas, Anderson.

A referida testemunha afirmou em juízo, que seu irmão, Anderson, e a outra vítima, Patrick, haviam saído para ir a uma festa, na Estrada dos Palmares, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, na comunidade onde residiam e que, inclusive, pediram a ele sua bicicleta. 


Narrou que, passado algum tempo, uma moradora passou por sua residência e avisou que seu irmão e Patrick estavam sendo espancados por milicianos. 


A testemunha declarou que moradores lhe disseram que as vítimas estavam na festa quando foram abordadas pelos milicianos, que estariam atrás de traficantes. 


Esclareceu que as vítimas foram arrebatadas do local onde estavam e espancadas, sendo, em seguida, colocadas, à força, em um carro preto, de propriedade de um miliciano, vulgo ´Boca Rasgada´.  


Informou que Boca Rasgada foi quem comandou o espancamento. Relatou, ainda, que ele e seu irmão não eram bem vistos pelos milicianos, pois estes acreditavam que eles poderiam ter algum envolvimento com o tráfico de drogas, já que haviam residido na comunidade ´Cidade de Deus´. Acredita que este fato deve ter sido o motivo do crime. 


Por fim, declarou que os corpos do seu irmão e da outra vítima nunca foram encontrados. De outro giro, o acusado Toni Angelo exerceu seu direito constitucional ao silêncio e Boca Rasgada negou os fatos, afirmando que não estava no local dos fatos naquele dia.

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