Traficante da Coréia (TCP) é preso em sua fazenda no interior de Minas. Ele age como milícia

Policiais civis da 34ª DP (Bangu) prenderam o traficante Alex Sandro de Faria, vulgo “Da Broz” no município de Inhapim, no Estado de Minas Gerais. O suspeito estava em sua fazenda adquirida recentemente juntamente com sua retro escavadeira avaliada em R$ 180.000,00

A investigação se deu início há alguns meses atrás, após um capitão e dois sargentos da Policia Militar serem atacados na comunidade Coréia, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, quando desembarcavam de um veículo blindado;

O grupo criminoso que atuou contra a força do Estado, tentando matar os policiais do 14º BPM era composto por líderes do tráfico da facção Terceiro Comando Puro (TCP), sendo eles José Rodrigo Gonçalves da Silva, o Sabão , Fábio Inácio de Araújo, o Bochechão e o próprio Da Broz.

Vale salientar que Alex “ Da Broz “possui um lugar de destaque na facção, sendo ao lado de Bochechão o sucessor de Sabão, pois os membros do grupo o tem como um grande articulador, sendo o “cérebro, contador e Lobista” deste bando. ele ainda implementou características da milícia ao tráfico, cobrando do comércio e camelôs dinheiro para poderem vender seus produtos;

A ousadia do traficante era tanta, que ele controlava gás e o valor do botijão chegou a custar R$ 110,00. O bandido ainda tomava terrenos da população e vendia, além de ter se aproveitado da crise da Cedae e obteve o monopólio da venda de água potável.

Com medo de ser preso no Rio, por causa da grande repercussão da tentativa de homicídio contra os PMs, Da Broz se escondeu no município de Inhapim, onde havia adquirido uma grande fazenda com o dinheiro obtido de forma ilícita no tráfico de drogas.

Os policiais, sem efetuar nenhum disparo, conseguiram capturar o foragido, na qual constava mandado de prisão de preventiva , expedido pelo Juízo de Bangu. O bandido retornou ao Rio onde será encaminhado ao sistema penitenciário.

Foi instaurado no dia de hoje um Inquérito de Lavagem de dinheiro uma vez constatado o patrimônio do preso no Estado de Minas Gerais.