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Traficante de anabolizantes paulista preso em hospital de Niterói se associou a paraguaio para receber armas. Ele transferiu toda a produção para o RJ

Preso em um hospital em Niterói onde estava sendo atendido por ter sido baleado, o traficante de anabolizantes paulista Nathanel Wagner Ribeiro Rodrigues, o Natan, se associou a um paraguaio para receber armas e munições do país vizinho para manter seu esquema criminoso. Uma das armas fornecidas a ele foi uma submetralhadora UZI com silenciador. O estrangeiro tinha ainda para vender pistola, revólver e fuzil AK-47.

Após sucessivas investidas da polícia paulista que resultaram em diversas apreensões, Natan transferiu toda a fabricação de produtos para Barra do Piraí, no Sul Fluminense, onde chegou a morar, e tinha estoque em Niterói. 


Natan comandava organização criminosa voltada à prática de produção, venda e comercialização de anabolizantes, a qual era bem estruturada e com divisão de tarefas entre seus membros.

O bando comercializava sumos farmacêuticos e medicamentos (anabolizantes), sem registro no órgão de vigilância sanitária competente (Anvisa), sem as características de identidade e qualidade admitidas para sua comercialização e de procedência.


Um homem em depoimento à Justiça declarou que trabalhou para Natan  por aproximadamente 10 meses, na comercialização online de anabolizantes fabricados pelo líder da organização. 

Natan foi localizado e preso no Hospital Azevedo Lima, no bairro Fonseca, em Niterói, onde se recuperava de uma cirurgia após ter sido baleado.

Na unidade de saúde, forneceu nome falso e disse que foi vítima de uma tentativa de assalto mas na verdade foi atingido por bandidos rivais no bairro do Engenho do Mato, na Região Oceânica.

Após troca de informações entre as delegacias envolvidas, os agentes da 76ª DP e da 81ª DP iniciaram buscas nos hospitais e clínicas da região. Com informações da Polícia Civil de São Paulo, conseguiram localizar, identificar e prender o acusado.  

Contra ele foi cumprido mandado de prisão expedido pela Justiça de São Paulo pelos crimes de associação criminosa, falsificação ou adulteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais e exercício ilegal da profissão farmacêutica.

Ele permanecerá sob custódia no hospital e será transferido para o sistema prisional após receber alta, onde ficará à disposição da Justiça

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