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Traficante Feio vai a júri popular acusado de matar e esquartejar amigo por achar que ele era X9. Crime foi em 2017 e até hoje não teve julgamento

Vai a júri popular o traficante Messias Gomes Teixeira, vulgo Feio, que era vinculado à facção criminosa Amigos dos Amigos e depois se debandou para o Terceiro Comando Puro (TCP), vai a júri popular por causa do homicídio  de Fábio Carneiro Dargam, cometido em 2017. O julgamento ainda não foi marcado

A vítima foi considerada como ´X-9´, porque supostamente teria repassado a policiais informações sobre o local onde se encontrava Feio´. 

Ainda, o crime foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa do ofendido, considerando que a vítima foi surpreendida pela superioridade numérica e armada dos traficantes da Comunidade do Urubu, em Pilares onde se encontrava impossibilitando qualquer chance de defesa. 

Registre-se que Fábio foi esquartejado e seus restos mortais carbonizados, sendo encontrados posteriormente no bairro de Cascadura

Uma testemunha disse que lhe causava receio a amizade entre Fábio e Feio. Além disso,  esclareceu que após ter conhecimento do crime, foi diretamente até acusado questionando-o sobre o fato.

´toda vez que eu tinha algum encontro com Fábio e ele tocava nessa amizade, eu saia de perto porque eu sempre fui contra, porque, por mais que ele não tinha envolvimento, mas, assim, pra mim, no meu modo, do meu ponto de vista, não seria uma amizade pra ele (…)´; ´(…) que a princípio eu não sei de nenhuma atividade que ele (vítima) teria com ele (réu)´; ´que porque aí começaram a surgir as dúvidas, porque onde há fumaça há fogo, porque esse assassinato já que eles tinham uma amizade?´; ´pelo que eu sabia era só amizade mesmo, não tinha nenhum envolvimento dele (vítima) com o tráfico (…)´. 

Outra testemunha  narrou que o Messias tinha levado um ‘bote’ da polícia; que Fábio estava com medo da polícia, pois tinha uma relação de amizade muito próxima com Feio; que, por isso, Fábio foi passar um tempo na casa de um amigo na cidade de Búzios; que em conversa com seu filho, ele revelou que Messias e os traficantes do Morro do Urubu passaram a achar que ele era ´X-9´; que algum tempo depois Fábio voltou de Búzio para o Rio de Janeiro, para um aniversário; que ele foi ao Morro do Urubu para conversar com o réu para desfazer o mal-entendido e convencê-lo de que não era informante da polícia; que chegou a pedir a Fábio, no dia da morte, que não fosse conversar com o Messias, pois seria perigoso, mas que apesar dos pedidos, Fábio foi ao encontro do acusado e, a partir de então, desapareceu. 

Uma terceira testemunha disse que alguns amigos de Fábio  comentaram que ele, no dia do crime, subiu a Comunidade a mando de Feio para uma ´conversa´. 

O bandido,  em seu interrogatório em sede judicial, declarou que não praticou o crime. Além disso, o réu confirmou a amizade com a vítima e que soube por boatos que a vítima teria sido assassinada por traficantes de drogas do Morro do Urubu. 

Ademais, o acusado disse que em determinada época foi associado ao tráfico da região, porém, ao tempo da morte de FÁBIO CARNEIRO DARGAM estaria afastado do crime. De acordo com os depoimentos das testemunhas, o traficante teria sofrido um ´bote´ e, tal fato foi corroborado e confirmado pela informação sobre a investigação. 

Além disso, o fato de a vítima ter se refugiado em Búzios e manter amizade com diversos policiais, teria reforçado a suspeita do réu em relação à vítima, de que esta seria um ´X-9´, o que motivou a prática do crime,

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