Traficante (TCP) suspeito de matar vizinha e dois filhos a mando do marido é acusado de esquartejar adolescente

Um traficante suspeito de ter sido contratado por um marido para matar a mulher e seus dois enteados menores em Itaguaí também responde a processo acusado de esquartejar um adolescente.


Trata-se de Marcos Carlos André Vieira dos Santos, o Erê, preso atualmente.  


Ele integrava o tráfico na comunidade do Engenho, dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP), e era sempre visto armado de pistola e fuzil. 


Declarações prestadas na delegacia da cidade por moradores da comunidade, inclusive pela sua própria mãe, informaram que ele era o gerente do tráfico na localidade, onde costumava circular armado. 


Testemunhas que, em juízo, prestaram depoimentos de forma evasiva e parcial, no claro intuito de se retratar das declarações anteriores, de modo a não emitir informações que pudessem comprometer Erê.


Testemunhas Policiais Civis declararam em juízo que, a partir das investigações sobre o homicídio da mulher e de seus dois filhos, colheram informações sobre a atuação do réu no tráfico de drogas. 


Depoimento prestado por PM  acrescentou que o acusado, inicialmente, tinha posição de mais destaque no âmbito da facção TCP, atuando na localidade “Jardim Ueda”, mas, em razão da suposta prática de um homicídio “não autorizado” pela facção (teria esquartejado um adolescente), foi rebaixado na hierarquia do tráfico, passando, então, a atuar como “estica” na Rua 18 (Engenho). 


Erê revelou à Justiça que recebia, semanalmente, a quantia de 250 reais para guardar armamento pertencente a traficantes, confirmando, ainda, possuir o apelido de “Erê”. 


Ele já tinha sido condenado pelo crime de porte ilegal de arma de fogo, praticado na mesma localidade, bem como pronunciado em processo que apura sua participação em homicídio envolvendo acerto de contas no seio da quadrilha de tráfico de drogas, no qual se lhe imputa o esquartejamento de um adolescente (ação em segredo de Justiça).


Erê era vizinho do marido da vítima, Fabiane Azevedo Barbosa Dias, 36 anos, e dos filhos dela, Gabriel Barbosa Furtado, 11 anos, e Tainá Barbosa Santana, 8


Segundo aos autos, Erê´, não foi mais visto em sua residência localizada ao lado da residência da desaparecida Fabiane, após os fatos e, apesar de intimado, não compareceu à delegacia para depor. 

 Apurou-se que Erê, teria dito a testemunhas que, no dia do desaparecimento, foi visto com um caminhão baú, cor branca, que teria levado bens da casa, e Fabiane teria embarcado no descrito caminhão, fato que não se confirmou. 


A linha de investigação acredita que tal estória fez parte do plano montado por ´Erê´ para despistar as investigações, já que a mesma estória foi contada pelo próprio suspeito a testemunhas. 


 Consta nos autos que uma das testemunhas, em depoimento, relatou que dias após o desaparecimento viu o investigado Marcos Carlos André portando pistolas e seu comparsa, um fuzil. Outra testemunha afirmou que outra vizinha, teria visto o suspeito Marcos Carlos André, entrar na residência da desaparecida Fabiane e, em seguida, deixar o local com móveis/utensílios dela, com a ajuda de outro morador da região e um adolescente.

Foram encontrados, no telefone de uma das testemunhas ouvidas em sede policial, registros de que o suspeito teria ficado indignado com a intimação de sua mãe para depor e, na ocasião teria feito menção de comandar atentado à Delegacia de Polícia.