Casos de Políciamilícia

Trio ligado a Ecko pega 15 anos de prisão por exigir até R$ 200 semanais do comércio em Itaguaí

Três milicianos da quadrilha de Wellington da Silva Braga, o Ecko, que comanda a Liga da Justiça, a maior milícia do Rio, foram condenados em fevereiro a 15 anos e sete meses de prisão acusados de extorquir comerciantes de uma franquia da organização criminosa em Itaguaí. 
Jhonatan Santos da Costa, Victor Hugo Carvalho da Costa e Rodrigo Moreira Pereira estavam presos desde abril do ano passado. 


 Os milicianos percorriam ruas do bairro do Engenho e visitavam lojas comerciais diversas, cujos donos temem aparecer, onde exigiam, como semanalmente era feito por eles ou por comparsas em rodízio, quantias em dinheiro entre R$ 50 e R$ 200 de cada uma das vítimas, comerciantes ali estabelecidos, valendo-se para tais extorsões de abordagem e gestual de intimidação e da temida fama como membros de violenta e covarde organização criminosa.  

Os três condenados foram pegos na época enquanto faziam eles a ´ronda da milícia´ extorquindo o comércio na manhã do dia 05 de abril, ocasião em que foram flagrados em cenário e circunstâncias típicos de suas práticas, em carro roubado e com sinais de identificação adulterados, com dois carros de apoio que vinham em comboio e conseguiram escapar, com assessórios para pistolas e faca de combate, instrumentos de sua rotina criminosa, e com dinheiro em espécie produto de extorsões.  

Ao abordarem os comerciantes, os milicianos diziam que era da firma e, quando perguntados de qual firma era, eles falaram: ” ´Firma Milícia” 

  Os chefes da milícia determinavam que se, em uma semana, os subordinados não recorrerem a extorsão na sede dos comércios em uma semana, o valor é cobrado, exigido sob pena de mal greve, retroativamente, na ´ronda´ seguinte .

Ecko que também foi denunciado mas ainda não foi condenado, foi apontado na investigação é o líder máximo da milícia mantenedora da ´franquia´ criminosa que atua em Itaguaí, grupo coligado e interdependente, sendo ele também detentor do domínio final do fato, e igualmente destinatário de parte das rendas oriundas de tal rotina de extorsões ao comércio em Itaguaí; bem como quem estava dando pouso e suporte logístico à ´milícia´ comandada por seu subordinado Carlos Eduardo Benevides Gomes, o Bené, ex-PM, e foragido.

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