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Uma milícia sanguinária em Itaboraí: arrancou coração de vítima e torturava com coronhadas de fuzil

Milicianos de Itaboraí torturavam pessoas que não tinham condições de pagar as taxas de segurança.


Um casal em Visconde, por exemplo, foi agredido com coronhadas de fuzil e os paramilitares obrigaram a deixar a residência e o pequeno comércio da família.

Eles se mudaram para a casa da avó da mulher na Nova Cidade e foram novamente procurados pelos milicianos que cobravam o pagamento da “taxa de segurança” por aquele local também.


Teve um outro caso que os milicianos torturaram uma família e a expulsou da casa e ficaram somente com a roupa do corpo. 


Os homicídios eram cometidos com muita crueldade. Um mototaxista de vulgo Cabelinho foi esquartejado vivo e os bandidos ainda arrancaram seu coração. No documento da sentença, há chocantes fotos do corpo decapitado. Uma testemunha disse ter sido informada que os milicianos estavam com um machado e um facão para cometer o crime.


  Uma comerciante teve o filho sequestrado após bater boca com um miliciano. Disse que o rapaz nunca mais foi visto. Falou que seu filho foi raptado por homens com toucas ninja e que ele levou socos dos agressores antes de sumir.  

Os milicianos obrigavam a até a testemunhas a se entregar na polícia e confessar crimes. Uma delas chegou a ser amarrada e levou vários chutas: “Tem que sofrer um pouquino, disse um paramilitar.

Escutas flagraram milicianos conversando sobre a morte de três integrantes da ‘firma’ que foram pegos roubando. Entre eles Pablo Tavares, vulgo Japa e Cleyton Tavares, o Japinha. 


Foram mortos também pelo bando Robson Lagoas Ribeiro, Joniel Silva de Souza Júnior, Darlim Caldas do Couto Marques, Gabriel da Conceição Rocha, Wanderson da Silva Oliveira, uma mulher de nome Elizia, Walace Costa Peçanha (integrante do tráfico), Carlos Eduardo Lemos Caetano, vulgo Xotão, Waldinei da Costa Cardim, Davi Alvarenga da Silva . 


São mais de 30 homicídios cometidos pela quadrilha cujos corpos foram enterrados em cemitério clandestino, incluindo também a maior chacina da história do município, quando dez pessoas foram assassinadas na Marambaia. 

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