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Usando uniformes da PF, ‘pirata do asfalto’ ligado ao PCC vira terror de contrabandistas, traficantes e compristas na fronteira Brasil – Paraguai

Na região da fronteira do Brasil com o Paraguai, existe um grupo criminoso conhecido como ‘piratas do asfalto’.
Seus integrantes se travestem de policiais (usam fardamento semelhante ao da polícia e armas longas) para praticar roubos contra contrabandistas, traficantes e compristas. 


Segundo a Polícia Federal, um dos membros deste grupo foi identificado pelo vulgo de Peu, que subtraía as mercadorias dos contrabandistas. Ele seria ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). 


O principal receptador delas era um cidadão chamado Bruno Romero (já preso). Entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020, ele teria adquirido um grande carregamento de variados tipos de eletrônicos, cigarros e airsofts. Pagou R$ 200 mil por elas e as revendeu por R$ 700 mil para diversas pessoas no Paraná e em São Paulo. 


Peu é considerado um dos criminosos mais violentos de Guaíra (PR). Ele ataca os contrabandistas realizando roubos a mão armada ao longo da BR-163. Também invadiria locais que servem de depósitos para as mercadorias. Seu grupo usaria uniformes da Polícia Federal nas ações criminosas. 


Peu é suspeito ainda de homicídios, sequestro, tortura e ameaça contra policiais e seus familiares, além de dar proteção a alguns contrabandistas aliados dele. 


O negócio acaba sendo muito lucrativo para quem recepta os produtos. Bruno Romero chegou a movimentar em seis meses (entre outubro de 2020 e abril de 2021) a bagatela de R$ 9.068.493.


Para praticar os crimes, Peu adquiriu armas, veículos potentes e comparsas que aprenderam a lhe respeitar. 

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