Casos de Políciahomicídioinvestigação

Vão a júri popular quatro traficantes que executaram jovem que entrou por engano em favela de Belford Roxo. Bandidos ligaram para chefão preso para autorizar crime e esposa da vítima ouviu por telefone companheiro chorando antes de ser morto

Vão a júri popular quatro traficantes da Favela da Palmeirinha, em Belford Roxo, acusados de matar um jovem em 2018 que entrou por engano na comunidade e que eles acreditavam ser X9.

Os bandidos falaram que iam ligar para o chefe do tráfico local que estava preso para autorizar a execução.

  Consta no inquérito que a vítima Rafael Santiago foi assassinada quando estava indo para um baile na comunidade Castelar junto com seu amigo, ocasião em que teriam se perdido e entrado por engano da comunidade Palmeirinha, sendo abordados por criminosos, que achavam que fossem ´X9´, que então a vítima se desesperou e correu, sendo alcançado pelos traficantes e baleado. 

Seu amigo foi obrigado pelos criminosos a retirar a vítima na própria motocicleta, e quando estava passando em frente a DHBF a vítima caiu da moto. 

Consta ainda no procedimento investigativo, que os criminosos ficaram em posse dos aparelhos telefônicos dos dois amigos RAFAEL e que a esposa da vítima teria ligado para seu celular, no momento em que estava em poder dos traficantes, ouvindo a vítima chorando ao fundo. 

A vítima sobrevivente na delegacia reconheceu por foto três acusados, individualizando a conduta criminosa de cada um. Ele declarou ainda, em sede policial, que ouviu diversas vezes os autores do homicídio gritarem para que ligassem para o nacional de vulgo ´Mexicano´, dizendo ´Liga para o Mexicano para saber o que faremos com os dois, se iremos matá-los ou não!”

  Dada a autorização, o amigo de Santiago correu, mas foi alcançado pelos traficantes e os autores executaram Rafael. 

A testemunha Rafael ainda foi obrigada a carregar o corpo de seu amigo na motocicleta em que estavam para fora da comunidade. 

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