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Veja como foi a operação para destruir provas do caso Marielle e que resultou em condenação de Ronnie Lessa, esposa e outras pessoas

A investigação que resultou na condenação de Ronnie Lessa, esposa e outras pessoas por tentarem atrapalhar as investigações das mortes da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes começou quando Elaine Pereira Figueiredo Lessa (mulher de Ronnie) começou a articular junto do irmão, Bruno Pereira Figueiredo, a ocultação de farto armamento que se encontrava em um apartamento do marido, localizado no Pechincha, em Jacarepaguá.

Os dois contrataram José Márcio Mantovano para se de desfazer de tudo que havia no apartamento, conforme foi verificado por câmeras.

Em continuidade, josinaldo Lucas Freitas, o Djaca, contratou os serviços de um taxista e levou os materiais ilícitos para uma colônia de pescadores localizada no Quebra-Mar, na Barra da Tijuca. Ele ainda alugou um serviço de barqueiro para que fosse conduzido até o alto mar, nas proximidades das Ilhas Tijuca, onde foi descartado todo o material consistente em diversas caixas, bolsas e mala, sendo certo que haviam dentro delas seis armas de fogo longas, lunetas e coronhas.

O juiz Carlos Eduardo Carvalho de Figueiredo, da 19ª Vara Criminal da Capital, condenou Ronnie, Elaine, Bruno e e sua m e outros dois acusados de envolvimento na destruição de provas

Ronnie Lessa, um dos suspeitos de matar a vereadora, foi condenado a quatro anos e seis meses de reclusão pela ocultação de armas que teriam sido utilizadas no crime. Já Elaine, Bruno, José Marcio Mantovano, o ‘Bruno Gordo’, e Josinaldo Freitas, o ‘Djaca’, foram condenados a quatro anos de reclusão pelo envolvimento na operação que retirou as armas da casa de Ronnie Lessa que acabaram jogadas no mar da Barra da Tijuca, em 2019.


Ronnie Lessa cumprirá a pena em regime fechado, uma vez que já se encontra preso na penitenciária de segurança máxima de Porto Velho, em Rondônia, ao lado do ex-PM Élcio Queiroz, outro acusado pelas duas mortes

Já Elaine, Bruno, José Márcio e Josinaldo tiveram as penas privativas de liberdade substituídas por penas restritivas de direitos para prestação de serviços à comunidade e limitação de fim de semana, sendo obrigados a permanecer aos sábados e domingos, por cinco horas diárias, em casa de albergado ou outra instituição definida pela Vara de Execuções Penais.


“Como se nota, trata-se de grupo muito bem estruturado, ordenado com divisão de tarefas, para impedir e embaraçar as investigações em andamento, sendo suficiente as provas acostadas aos autos, o relatório policial e os depoimentos prestados para apontar a participação de todos os acusados, de forma estável, na prática do crime previsto no art. 2º, § 1º da Lei 12850/13. A prova coligida em Juízo corrobora as informações colhidas em sede policial, demonstrando, sem sombra de dúvidas, a associação criminosa perpetrada pelos Réus, em comunhão de ações e desígnios criminosos entre si para obstrução de investigação penal”, destacou o juiz na decisão.

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