Vereador esteve em festa pouco antes da chacina mas nega patrocínio ao evento

O vereador carioca Zico Bacana esteve na festa junina com a esposa e o filho pouco antes da chacina que matou cinco pessoas e feriu outras sete em Anchieta, na Zona Norte do Rio, na madrugada deste domingo (28).

O político declarou seu repúdio aos rumores que surgiram de que tenha patrocinado a festa junina através do morador Sandro Rodrigo Sena.

Ele esclareceu que a pessoa citada não integra seu grupo de assessores como também não houve nenhum tipo de patrocínio para festa.

Segundo nota enviada por sua asssessoria, o vereador é nascido e criado na localidade, participativo nas questões sociais e muito estimado pela comunidade.

“As declarações não coadunam com a verdade e demonstram oportunismo eleitoreiro de pessoas interessadas em macular o nome do vereador e manchar o inédito trabalho que vem executando por quase quatro anos ininterruptos na região, mesmo com toda dificuldade que o Município atravessa.Nossa Região não aguenta mais tanta violência, e para além do status de parlamentar, mas como morador nascido na localidade, Zico Bacana, se solidariza com as vítimas e pede que Deus conforte o coração de familiares e amigos, e que os fatos sejam rapidamente elucidados”, diz a nota enviada pelo vereador.

A Delegacia de Homicídios da Capital informa que os cinco homicídios e as sete tentativas de homicídio ocorridas na madrugada de hoje, em Anchieta, RJ, contou com a participação de integrantes de organizações criminosas de narcotraficantes, cuja motivação foi a disputa territorial pelo controle da venda de drogas na localidade.

Dentre as vítimas, os criminosos tiraram a vida de uma menina de 11 anos.

As lideranças narcoterroristas que participaram desse covarde ataque estão sendo identificadas e serão responsabilizadas criminalmente.

Qualquer ação policial na localidade para a prisão dos responsáveis por mais esse crime bárbaro, necessitará de forte aparato operacional, com emprego de blindados e helicópteros para resguardar a integridade física dos policiais responsáveis pelas investigação, o que não poderá ser realizado no momento, diante de decisões judiciais que restringem as operações policiais e o sobrevoo da nossa aeronave em comunidades num raio de dois quilômetros de distância de escolas e creches, ainda que fechadas, e hospitais.

A Secretaria de Estado de Polícia Civil cumpre as ordens judiciais e espera que as decisões restritivas de operações policiais no Estado do Rio de Janeiro sejam revertidas o quanto antes para o retorno das atividades policiais na sua plenitude.