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Vítima viveu dois meses de pânico com ameaças de agiota: “Se você não pagar, invado sua casa e te mato”

Ao adquirir empréstimo de R$ 2.000 com um agiota, uma vítima passou a ser ameaçada de morte várias vezes por ele, que passou a cobrar R$ 7 mil de dívida.


Depois de quase dois meses a vítima armou um flagrante com policiais civis que acabaram prendendo o suspeito dentro de uma agência bancária.

A história começou em dezembro de 2019, quando a vítima, através de um amigo de nome Marcelo, “pegou” um empréstimo no valor de R$ 2.000,00 com Fulvio Gouvea Lemos, que, a partir de então, passou a perseguir a vítima, exigindolhe a entrega de R$ 7.000,00, através de ligações telefônicas, conversas por WhatsApp e pessoalmente. 


No dia 05/01/2020,  Fulvio e Marcelo foram até a residência da vítima para cobrar o empréstimo, quando foram atendidos pelo seu filho, menor de idade, que imediatamente ligou para a vítima e passou o telefone para Marcelo, tendo este dito para a vítima: “Os caras estão aqui na sua casa e querem o dinheiro, eles vão aí onde você está, você sabe como são esses caras, eles fazem maldade, eles querem te colocar dentro do carro para te levar”.


Em 12 fevereiro de 2020, Fulvio, através de conversas pelo WhatsApp, cobrou o dinheiro à vítima, ameaçando-a, dizendo “que não estava de brincadeira”.


 Em outra oportunidade, através de ligação telefônica, o suposto agiota novamente ameaçou a vítima, exigindo-lhe a entrega do dinheiro, dizendo: “Se você não pagar, eu vou cobrar do meu jeito, invadindo a sua casa, te mato, sei onde seus filhos estudam, sei sua rotina, sei que você trabalha com política!”


 No dia 18 de fevereiro, Fulvio novamente procurou a vítima para saber por que o dinheiro ainda não estava na conta dele, tendo sido combinado um encontro para o dia 21/02/2020, na agência do Banco do Brasil em frente ao Norte Shopping. 


Em 20/02/202, a vítima, temendo por sua integridade física e de sua família, foi à Delegacia de Polícia noticiar o ocorrido e informou do encontro agendado para o dia seguinte com Fulvio. Na data combinada, a vítima se dirigiu para a agência bancária na companhia de dois policiais civis.


No interior da agência, o agiota sentou-se ao lado da vítima e a ameaçou, dizendo: “O que está acontecendo? Porque o dinheiro não entrou? Já lido com isso há muitos anos, você não sabe com quem está se metendo. Eu não estou aqui para brincadeira”.


Após a vítima dizer que estava preocupada, o réu proferiu nova ameaça, dizendo: “Se você tem o dinheiro não tem por que ficar preocupada. Agora se você não tem aí sim!”


Os policiais que acompanhavam a vítima e estavam a aproximadamente um metro de distância, após presenciarem as ameaças e a cobrança do valor de R$ 7.000,00, realizaram a prisão em flagrante de Fulvio.

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