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Policial do Bope é condenado a 29 anos de prisão por ajudar traficantes

O cabo do Batalhão de Operações Especiais (Bope) Rodrigo Mileipe Vermelho Reis foi condenado a 29 anos de prisão por repassar informações sobre operações da unidade em troca do pagamento de propina pelos criminosos.

Na oportunidade, o traficante descreveu as características físicas do Réu – homem branco, “careca” e com uma tatuagem de caveira em um dos braços”, escreveu o magistrado, na decisão.

Por último, ainda segundo a decisão, Rodrigo ainda mantinha contato com o chefe do bando, o também PM Silvestre André da Silva Felizardo, que recebeu, ao final do processo, a maior pena: 80 anos.

Os policiais foram condenados em primeira instância após vir à tona o depoimento de Leonardo Barbosa da Silva, o Léo do Aço, chefe do tráfico das favelas Antares e Rola, na Zona Oeste do Rio, revelado pelo EXTRA.

Para os promotores do caso, a estratégia tinha como objetivo que o bandido desmentisse a acusação, dizendo que nunca recebeu dinheiro dos agentes.

No entanto, o criminoso, levado do Complexo de Gericinó direto para a sala de audiência da Auditoria Militar, não só admitiu que fazia pagamentos semanais de até R$ 70 mil a um policial do batalhão como também detalhou os bastidores de um esquema de propina no coração da tropa de elite da PM.

investigação feita pelo Gaeco, com a colaboração da Coordenadoria de Inteligência da PM, da Corregedoria da corporação e do próprio Bope, interceptou mensagens trocadas entre policiais e os traficantes.

Numa delas, o cabo Felizardo avisa para seus colegas sobre a ordem de dar bom dia e boa noite aos bandidos: “Mn vc ten q dar o bom dia e boa noite pós amig para tranq uilisa os mn Vlw (sic)”.

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