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Programação LGBTQ+ na Bienal é mantida mesmo com polêmicas com prefeitura

Mesmo com a fiscalização da Prefeitura do Rio, interessada em retirar livros com temática LGBT de circulação, por considerarem “conteúdo impróprio”, a programação LGBT ocorre normalmente neste final de semana (7 e 8 de setembro) na Bienal do Livro.

Pedro HMC, autor de “Um livro para ser entendido”, criador do canal “Põe na roda”, e um dos convidados da mesa de debates “Literatura Arco Íris”, afirma que a posição de Marcelo Crivella foi um ato de censura e homofobia.

Ao mesmo tempo em que a atitude não me surpreendeu, por conta do conservadorismo de quem governa o país, o que me chocou foi o Crivella fazer isso em um ano em que que ficou claro que a LGBTfobia é uma discriminação punida por lei.

Na tarde de quinta, dia 5, o prefeito determinou que a HQ ” Vingadores: A cruzada das crianças ” fosse recolhida da feira por ter “conteúdo sexual para menores”, se referindo a um beijo entre dois personagens do sexo masculino.

No mesmo dia, o Tribunal de Justiça concedeu uma liminar para a organização da Bienal do Livro e, segundo essa decisão, o município não poderá retirar os livros de circulação em “função do seu conteúdo, notadamente aquelas que tratam do homotransexualismo”.

Eu me senti impotente, derrotado, porque eu enfrentei esse tipo de preconceito na pele dentro de casa — lembra Vinícius — Quando você está se descobrindo e lê um livro com temática LGBT, serve como um espelho para você.

Eu acredito que ainda vão haver tempos melhores, mas agora precisamos ter resiliência e não deixar situações como essa nos abalar – esclarece Tarso, que reforça a importância de pessoas LGBT na literatura — A gente está falando sobre experiências de vida e, querendo ou não, sobre evolução, pessoas como nós são pessoas que passam por uma história de uma forma que inspira outras pessoas a serem melhores e isso não deveria ser proibido.

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