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Recorde na apreensão de fuzis no RJ não aparece nas estatísticas oficiais do governo do estado

Há pouco mais de dois meses, a Polícia Civil do Rio anunciava a maior apreensão de fuzis da história no estado.

As 117 armas desse tipo foram encontradas, ainda desmontadas, na casa de um amigo de Ronnie Lessa – um dos acusados dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Se o recorde na apreensão desses fuzis teve amplo destaque no noticiário, nas estatísticas oficiais mensais do estado do Rio de Janeiro ele simplesmente não existe.

ISP informou à GloboNews que os 117 fuzis incompletos não entraram para estatística porque foram tratados no registro de ocorrência, feito pela Polícia Civil, como acessórios e não como armas.

São chamados de acessórios itens que podem melhorar a precisão ou performance do atirador, mas não são fundamentais para que a arma funcione.

delegado Marcus Amin, da Desarme, responsável pela investigação de tráfico de armas que envolve Ronnie Lessa, contesta a informação do ISP e nega que o registro tenha sido feito com a tipificação de “acessórios”.

Então, ter índices estatísticos mais aprofundados sobre peças, sobre armas semimontadas nos ajudaria muito a entender a logística do mercado internacional e como essas armas entram no país.

“Hoje é, realmente, me parece, ser o grande problema que está provocando o aumento exponencial da milícia e a arrecadação que a milícia tem”, acrescentou o promotor.

“Para que a polícia possa coibir a vinda dessas armas, dessas peças que acabam sendo montadas aqui, ela tem que montar uma estratégia melhor.

Esse mercado, já há informação de que ele está crescendo e que grande parte dessas peças que estão vindo para o Rio de Janeiro, estão vindo para o Brasil, e elas chegam nas mãos dos criminosos, elas têm origem na China.

A polícia tem que estar preparada para fazer a articulação necessária, com organismos internacionais se for preciso, para que esse mercado não cresça”, garantiu o especialista.

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