Esportes

O futebol longe dos holofotes

Aqui no Brasil, a cada 10 crianças perguntadas qual o sonho delas, 11 respondem que é se tornar um jogador profissional de futebol. Mas quanto dessas crianças conseguem realizar esse sonho de ter uma vida melhor para elas e para suas famílias através dos gramados?

Em um levantamento feito pela CBF em setembro de 2017, realizada com 662 clubes e 28.203 jogadores, incríveis 82,40% dos atletas, ou seja, 23.238 atletas ganham até R$ 1000,00 de salário como atleta de futebol, enquanto 13,68% ganham de R$1000.01 a R$5.000,00. Prova disso, é a falta de divulgação dos campeonatos realizados nesses estados, como a Copa Verde de futebol, que é um torneio realizados entre equipes do Norte, Centro-oeste e o Espírito Santo.

Enquanto os clubes da série A vivem de receitas e salários altíssimos, os clubes da série D sobrevivem com uma folha salarial de em média de R$ 20.000,00, contando jogadores e comissão técnica juntos. A CBF lançou dados sobre o Nordeste, de 2015, que aponta a existência de 1.911 contratos ativos de jogadores profissionais. No futebol, de uma forma geral, se enxerga um meio de altos salários, muito acima da média do trabalhador comum.

Eis que agora que vem a pergunta feita no início da matéria, quantas crianças conseguem realizar o sonho de ser um astro do futebol e quantas crianças hoje profissionais fazem parte dessa porcentagem que ganham até R$1000,00?

Conversamos com Marcos Felipe, 26 anos, bicampeão roraimense de futebol pelo São Raimundo-RR, que viveu pessoalmente o que é ser jogador em um estado não favorecido pela mídia:

Torcidola: Você se sente frustrado por realizar o sonho de ser jogador longe daquele holofote que todos buscam?

Marcos Felipe: Frustrado jamais, eu procuro trabalhar mais e mais, para um dia eu chegar ao meu objetivo que é estar na vitrine do futebol

BT: Até onde você acha que vale a pena pra realizar esse sonho?

R: Eu não penso nisso, eu procuro deixar nas mãos de Deus, e ir buscando até aonde ele me permitir e me der forças para lutar pelo meu sonho

BT: Você espera que algum dia receba uma oportunidade em um clube de ponta?

R: Espero sim, iria realizar um sonho, mas infelizmente não depende apenas de mim, então continuo trabalhando e pedindo a Deus que essa oportunidade um dia apareça

BT: O que você levou de positivo e o que levou de negativo nas experiências que teve na sua carreira profissional?

R: Positivo eu levo as oportunidades de ter jogado em times que me proporcionaram momentos bons, experiência. Negativo, que infelizmente existem times no futebol brasileiro que não pagam, que deixam jogadores que estão longe da sua família passar necessidades, graças a Deus eu nunca passei necessidades porque minha família me ajudou mesmo estando longe de mim, mas a respeito de salário já tive problemas com alguns times.

BT: Como é a estrutura dada aos atletas nesses clubes que não tem tanta receita?

R: Os últimos que passei não tenho do que reclamar, morava no clube mesmo, mas lá tinha 2 piscinas, quarto com ar, Tv com SKY, alimentação boa.

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