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Tiago Melsert detalha critérios para poupar jogadores e evitar lesões

Em uma temporada com um calendário ainda mais apertado do que costuma ser o do futebol brasileiro, a preparação física dos clubes se torna fundamental para deixar os atletas menos suscetíveis ais lesões diante da maratona de competições.

No Vasco da Gama, o preparador físico Tiago Melsert aproveita o tempo que o time vem tendo nas últimas semanas, para aprimorar a parte física dos atletas de olho no número de partidas que aguarda o elenco com início da Série B.

Só nas nas seis primeiras rodadas, o Cruzmaltino viaja para Campinas/SP, Pelotas/RS e Belo Horizonte/MG. Algumas desses trajetos só podem ser feitos por terra, o que aumenta o desgaste físico do plantel.

Com esse desafio no horizonte, melfert concedeu entrevista à rádio Tupi, onde explicou os critérios adotados pela preparação física do Gigante na hora de poupar os jogadores.

– Quando a gente cita poupar o atleta, a gente enxerga de duas formas: aquele atleta que tá sobrecarregado, muito fadigado e prestes a se lesionar, mas também aquele atleta que não desenvolveu sua parte física para o ano, o que também é um risco de lesão porque ele pode não estar com a força e a velocidade desenvolvida suficiente, e se ele for para o jogo ou uma sequência de jogos ainda em déficit, e também corre um grande risco de lesão.

O profissional conta que o tempo de preparação foi mais curto esse ano e que eventualmente, um jogador pode ser poupado para trabalhar especificamente uma parte que precisa ser desenvolvida.

– Em algum momento pode ser que a gente poupe alguns atletas para desenvolver alguma característica que a gente julgar importante, já que com um calendário apertado de um ano para outro, devido a pandemia, a nossa preparação inicial foi muito curta, já com jogos decisivos, então a gente vai ter um pouco mais de tempo para equilibrar essas cargas, ir individualmente em cada atletas, ver o que ele precisa, para esse atleta se tornar mais longevo durante o ano. Conseguindo jogar dois jogos por semana, com viagem e pouca recuperação. A gente pensa em dar uma base física pra eles nesse sentido.

O preparador físico também detalha como um calendário com dois jogos por semana impacta no planejamento do Clube

– Um jogo por semana ajuda a gente nesse sentido, dois jogos por semana fica muito difícil, tem de recuperar e quando você tá recuperando, já é véspera do jogo seguinte, então ajuda ter um jogo por semana, mas talvez em algum momento a gente tenha que equilibrar os jogadores em algum jogo, ouro não. Isso a gente tem uma equipe muito capacitada lá no Clube. A gente consegue direcionar com a tecnologia que a gente tem, com informação do departamento médico, fisioterapia, fisiologia, todos os setores estão bem atentos para que a gente consiga ter os atletas á disposição e preparar eles da melhor forma possível para a sequência.

Melsert conclui mostrando como o trabalho da preparação física contribui para o estilo de jogo mais intenso que o técnico Marcelo Cabo é adepto.

– O jogo do Marcelo é um jogo intenso, um jogo competitivo, um jogo que o atleta deve estar em um bom nível físico para suportar as funções solicitadas. O grande segredo para que o atleta desenvolva essa intensidade no jogo é que desenvolva a mesma intensidade no treino. O jogo-treino um é espelho do outro. Os treinamentos do Marcelo são propostos dessa forma. Dentro do treinamento a gente integra a parte física, técnica, tática para que ele se desenvolva de forma completa. Sempre levando o alteta ao seu limite físico, técnico e tático para que ele suporte no jogo quando for solicitado.

Disputando as semifinais da Taça Rio, o Time da Cruz de Malta faz sua estreia na Série B do Campeonato Brasileiro diante do Operário, no próximo dia 29 de maio.

Fonte: Vasco Notícias

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