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Aniversariante, traficante Celsinho da Vila Vintém (ADA) recebe homenagem no Facebook. Conheça a história

Preso há 18 anos, o traficante Celso Luiz Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, chefão da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) faz aniversário nesta segunda-feira (6) e recebeu homenagem no Facebook.

“Feliz aniversário, que o senhor continue sendo esse paizão”.

Querido por ser um cara assistencialista, fazendo o que políticos não fazem, o traficante é tratado como Rei pelos moradores.

Violento com seus algozes,Celsinho usava um tridente de ouro pra mostrar sua ligação com Exu,frequentava um terreiro no Rio da Prata, em Campo Grande.No dia de sua 37° primavera,o traficante matou um desafeto com 37 facas enterrada no corpo

O traficante fez parte do Comando Vermelho na década de 80 até meados de 90 quando saiu da facção e criou ao lado de Ernaldo Pinto de Medeiros(Uê) e José Carlos dos Reis Ensina(Escadinha) a facção Amigos dos Amigos (ADA) aliando se ao Terceiro Comando.

Em 2002, sua vida foi poupada numa rebelião dentro de Bangu 1,quando Ernaldo Pinto de Medeiros(UÊ) foi executado,e meses depois a facção rachou com lideranças do Terceiro Comando.

Desde então,mudou de cadeia várias vezes. Foi transferido pra Presidios Federal. E voltou pro Rio de Janeiro em Maio de 2017 e esta preso em Bangu.

Racha na ADA


A perda do domínio da Favela da Rocinha, em setembro de 2017, foi crucial para o esfacelamento da facção Amigos dos Amigos (ADA).Desde o episódio, a quadrilha perdeu integrantes e comunidades, ficando cada vez mais isolada no mapa da criminalidade do estado. No município do Rio, e Vila Vintém, em Padre Miguel, é a única favela de maior expressão na qual a facção continua dando as cartas.

Celsinho chegou a receber propostas para passar a integrar as outras duas facções criminosas atuantes no Rio, mas decidiu se manter no grupo que ajudou a criar.

Os traficantes da maior parte das favelas que a quadrilha dominava — como São Carlos, no Estácio, Morro dos Macacos, em Vila Isabel e Complexo da Pedreira, em Costa Barros — passaram a integrar o Terceiro Comando Puro. Em um primeiro momento, houve uma aproximação entre os dois grupos, que ensaiaram uma união, mas o movimento não vingou. Pivô da guerra na Rocinha, Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, perdeu a Rocinha e migrou para o Terceiro Comando Puro.

Em alguns casos, no entanto, os traficantes e comunidades que eram aliadas a Celsinho passaram pro lado do Comando Vermelho. É o caso da Favela do Sabão,Mic,Boa Vista e Pé Pequeno,ambas em Niterói e Morro da Grécia em São Gonçalo.


Na ocasião, cerca de 80 presos pediram para serem transferidos de cadeia.
Crias do Morro do 18 também passaram pro lado do Comando Vermelho após perder a comunidade pro Terceiro Comando Puro.

O enfraquecimento da facção que Celsinho ajudou a fundar,foi determinante para a debandada de seus integrantes, que temeram ficar sem apoio em confrontos com outras quadrilhas. Com isso, buscaram grupos mais bem estruturados.

Perda de Bangu 4 para o TCP

A debandada de traficantes da quadrilha de Celsinho fez a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) reorganizar a divisão de presos no Complexo de Gericinó, que são separados por facções. A cadeia que atualmente abriga o maior número de comparsas do traficante no estado é a Lemos de Brito (Bangu 6), que tem cerca de mil presos. É lá que está o chefe da Vila Vintém. Antes das mudanças, o presídio Jonas Lopes de Carvalho (Bangu 4) concentrava os detentos da facção.

Hoje, em Bangu 4, estão presos da facção Terceiro Comando Puro a qual a maioria dos integrantes da quadrilha de Celso migraram. Há mais de 3,3 mil presos na unidade.

A ADA atualmente
Além da Vila Vintém, o grupo de Celsinho ainda conta com uma importante base em Macaé, na Região dos Lagos, onde domina quase a totalidade das favelas do município. Lá, no entanto, o chefe do tráfico, Sandro Luiz de Paula Amorim, o Lindinho, tomou um “golpe de estado”. O criminoso, que fazia parte da quadrilha de Celso, decidiu migrar para a segunda facção criada no Rio. Peixe está preso em unidade federal fora do estado. Seus comparsas que estão soltos decidiram não acompanhá-lo: não mudaram de facção e assumiram o controle da favela.

Situação semelhante ocorreu nos Morro da Pedreira e Morro da Lagartixa/ Complexo da Pedreira e Complexo do Caju que tinha como dono Edmílson Ferreira dos Santos, o Sassá. O criminoso, que também está preso, migrou para o Comando Vermelho e tem alguns integrantes lutando pra reconquistar seu espaço perdido.

Celsinho já foi condenado a 24 anos de prisão. De acordo com dados do site da Vara de Execuções Penais do Rio, o traficante já cumpriu um total de 23 anos da pena, somando todos os períodos em que já ficou preso. De acordo com esses cálculos, sua pena termina em 2021. Apesar de já possui tempo suficiente para conseguir progressão de regime – ele atualmente está no fechado e foi condenado a mais 15 anos de prisão no processo por envolvimento com a guerra na favela da Rocinha em setembro de 2017.
Ele é acusado de ter enviado comparsas,armas e munição para reforçar o bando de Nem, que disputava o controle da favela com Rogério 157, mas o advogado de defesa ressalta, ainda, que a Vila Vintém foi a única entre as comunidades investigadas no processo que não mudou de facção.

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