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Guerra sangrenta entre milícias rivais apavora bairros de Caxias. Entenda

Investigação relata uma guerra entre três grupos paramilitares pelos territórios de territórios de Saracuruna, Vila Urussaí, Jardim Primavera, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Ao longo do segundo semestre de 2019, surgiu um conflito entre grupos de milicianos rivais que passaram a disputar sangrentamente o domínio do território com homicídios, vitimando inclusive inocentes, sob ordens de criminosos de dentro do presídio e o apoio de milicianos de outras regiões, a exemplo das comunidades do Quitungo e Guaporé em Brás de Pina, na Zona Norte do Rio de Janeiro. 

O primeiro grupo seria chefiado por Márcio Henrique Idalgo Rodrigues dos Santos, o segundo por um homem de vulgo Careca e o terceiro, por João Victor do Nascimento Farias Soares.  

Os dois primeiros grupos estariam disputando entre si, de forma sangrenta, os territórios por meio de ameaças e homicídios, enquanto a terceira quadrilha estaria explorando a localidade conhecida por Conjunto sem sofrer retaliações. 

De acordo com a denúncia, o grupo de Márcio Henrique  seria responsável pela constituição, organização e integrariam milícia particular com a finalidade de praticar extorsões, homicídios, usura, roubos de carro e carga, adulteração de sinal identificador e furto qualificado. 

Consta, ainda que Márcio, vulgo MH,  ascendeu na hierarquia do grupo criminoso no final do ano de 2017, passando a exercer a função de chefe da milícia com atuação nos bairros de Saracuruna, Jardim Primavera, Vila Urussaí e nas adjacências, em Duque de Caxias/RJ. 

Rafael Fernandes Caetano Carneiro, o Coelho,, seria o homem de confiança de MH e responsável por negociar as armas e os veículos ´clonados´, bem como por levar pessoalmente as ordens de Márcio e realizar tarefas auxiliares. 

Os denunciados Vinicius Alves Malta de Moraes, vulgo Cuzinho, Cléber Luiz da Silva, Alex Júnior Marcelino do Nascimento, Miler Souza de Alencar, Welison Jhonata Martins Alves, vulgo Dominguinhos, Manoel Malaquias Clemente Júnior, o Cremosinho, Jhonnatan Coelho Cêa, o Nariz, José Luan Ferreria de Melo, Jonny dos Santos Rodrigues, o Matão, Willian Rosas Santos, o Trakinas, e Davidson Sanches Melo, o Morango ´ exerceriam a função de segurança da milícia e eram responsáveis pelas extorsões contra os comerciantes, moradores e os motoristas de transporte alternativo. 

Luiz Fernando Coelho de Assis Gomes, o Fernandinho , teria atuado como responsável pela gestão, recolhimento e repasse do dinheiro das extorsões contra os mototaxistas da Praça de Saracuruna, pelo menos, entre o período de maio a julho de 2019. 

Leandro dos Santos Moura, o Cagão, seria o atual responsável pela gestão, recolhimento e repasse do dinheiro das extorsões contra os mototaxistas da Praça de Saracuruna. Atuava também como motorista da milícia, transportando armas e foragidos. Auxiliava na cobrança da ´taxa de segurança´ dos comerciantes, fornecendo veículos alugados da UBER para serem utilizados pelos milicianos nas cobranças.

Já o segundo grupo teria Carlos de Souza Martins, juntamente com Careca, exerceria a função de segurança e liderava a milícia que disputava os territórios de Saracuruna, Jardim Primavera, Vila Urussaí e adjacências.

Os milicianos Alexandre Bichinho, Thiago, Alex Bichinho, Hyago, Jorge Willian e Guinho´, exerceriam a função de segurança e participavam das cobranças e extorsões contra comerciantes, moradores, transporte alternativo e empresas. 

O terceiro grupo, de João Victor, seria uma milícia que atua com  a finalidade de praticar extorsões contra comerciantes, moradores e mototaxistas. 

Lilian Maria Lucas Correia atuaria diretamente nas extorsões contra os comerciantes, agindo como uma espécie de contadora do grupo. Douglas de Oliveira Lourenço atuaria diretamente nas extorsões, repassando as ordens de João Victor´ para os demais milicianos e entregava o dinheiro arrecadado a Lilian. 

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