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Maior facção da capital federal se chama Comboio do Cão e explora prostituição. Saiba mais

No Distrito Federal, existe uma facção criminosa pouco comentada na grande imprensa chamada de Comboio do Cão com larga atuação em crimes dolosos contra a vida (homicídios), crimes patrimoniais, lavagem de dinheiro, porte e venda de armas de fogo de uso restrito, tráfico de entorpecentes e associação para o tráfico de entorpecentes. Atua também na exploração da prostituição.

As ações praticadas pelo Comboio do Cão são feitas com muita violência e pelo uso de forte armamento, como pistolas que permitem tiros de rajada.

A organização mantém conexões no exterior. O grupo rouba veículos, que são adulterados e levados para o Paraguai. Lá, são trocados por drogas — sobretudo maconha — que abastecem o DF e o Entorno.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou no ano passado 49 membros da facção criminosa que tem atuação em diversas regiões do Distrito Federal e dentro do sistema prisional.

A quadrilha cobra diárias entre R$ 50 e R$ 100 para que prostitutas pudessem explorar pontos, principalmente em Taguatinga.

Estima-se que a organização seja responsável por, ao menos, 30 assassinatos consumados ou tentados entre 2013 e 2019 no DF, a maior parte no contexto de guerra com outras organizações.

O grupo brasiliense cresceu de forma isolada e não teria vínculo com organizações criminosas com atuação nacional, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Apesar da aparente independência do Comboio do Cão, a quadrilha busca se cacifar perante as demais facções e ganhar o respeito dos rivais.

Investigações da Divisão de Repressão a Facções Criminosas (Difac) apontam que a gangue do DF procura reproduzir práticas adotadas pelas grandes e conhecidas facções criminosas do país, como o PCC.

O Comboio do Cão tenta implementar métodos de disciplina e códigos de conduta. Um exemplo constatado pela polícia foi a criação de um “tribunal do crime”, que consiste no julgamento de integrantes que descumpriram as regras impostas pelas lideranças.

Na cadeia, o Comboio do Cão ganhou força e controlava atividades de tráfico e de jogos de azar, de acordo com as investigações da Polícia Civil. O grupo tem um estatuto que regulamenta as práticas dos integrantes e estabelece julgamentos e punições a quem se opuser ao CDC ou aos membros. Existe a suspeita de que estejam envolvidos no esquema servidores públicos, como agentes penitenciários e policiais do DF e de Goiás.

O Comboio do Cão age no Gama, Santa Maria, Recanto das Emas e Riacho Fundo.

 O principal líder do grupo criminoso fora dos presídios é William Peres Rodrigues, conhecido como Willinha, que continua foragido

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