Wilson Witzel afirmou neste domingo que pretende pedir a ajuda dos países do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para conter o comércio ilegal de armas e drogas por traficantes nas favelas do estado.

O governador levantou, inclusive, a possibilidade de fechamento das fronteiras do Brasil com Bolívia, Colômbia e Paraguai, algo que só pode ser determinado pelo governo federal.

Países que vendem armas para esses países têm que ser proibidos de fazê-lo, sob pena de continuar esse massacre, essa situação sangrenta que vivemos nas comunidades do Rio – disse o governador.

Witzel usou a palavra “genocídio” para classificar o quadro de violência nas favelas do estado e relatou ter pedido ajuda do ministro da justiça Sergio Moro para enfrentar a situação:

 Já pedi para entrarem em contato com o Conselho de Segurança da ONU para que eu possa expor o que está acontecendo no Rio e pedir providências junto a esses países.

As declarações de Witzel podem ser lidas como mais um movimento do governador no seu esforço para se posicionar como um candidato competitivo para as eleições presidenciais de 2022.

Além da retórica beligerante (já falou em jogar um míssil na Cidade de Deus) e do aumento das operações policiais em favelas, Witzel tem colocado todas as fichas no programa Segurança Presente, de incremento do policiamento em bairros da capital.